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12/02/2012

SP anuncia incentivos para cidades que estarão na Copa de 2014

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SP

A disputa pelo direito de sediar jogos da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já foi encerrada. Contudo, concentrações, sedes de torcedores e eventos oficiais ainda mantêm uma série de cidades na disputa para participar do torneio. Nesta quinta-feira, o governo de São Paulo anunciou um plano de incentivos especiais para essas regiões.

Municípios paulistas que participarem da Copa do Mundo terão acesso a linha de crédito especial da Agência de Fomento Paulista. Além disso, poderão desfrutar de um aumento no limite para captação de Lei Paulista de Incentivo ao Esporte.

O anúncio das condições excepcionais foi feito por Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, durante um seminário sobre oportunidades e desafios promovidos pela Copa do Mundo de 2014. O evento foi realizado no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

O seminário tinha como principal proposta informar às cidades os requisitos exigidos pela Fifa para a Copa do Mundo de 2014 e as possibilidades de o governo estadual financiar o investimento necessário.

“Além de receberem milhares de turistas em decorrência da Copa, muitas cidades paulistas ainda têm a possibilidade de abrigar seleções, o que vai demandar muito investimento em infraestrutura, tanto do poder público quanto do setor privado. A iniciativa do governo do Estado de subsidiar o juro da linha é um grande impulso para essas ações”, disse o presidente da Agência de Fomento Paulista, Milton Luiz de Melo Santos.

Medalhista britânico questiona cronograma e legado olímpico da Rio-2016


Da BBC

Matthew Pinsent, ex-remador que ganhou quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos, esteve no Rio de Janeiro para acompanhar a preparação da cidade para os jogos de 2016 e questionou o cronograma dos organizadores e o legado olímpico para a cidade.

Na visita, Pinset conversou com o prefeito Eduardo Paes, organizadores do evento, moradores da cidade e ficou impressionado com a quantidade de obras que ainda precisam ser concluídas até 2016. O ex-remador é comentarista da TV britânica e escreveu o artigo para o jornal The Times, do Reino Unido.

Entre os problemas apontados pelo ex-atleta estão as obras na região do autódromo de Jacarepaguá, onde ficará o Parque Olímpico, e a diferença de orçamento em relação a Londres, que obrigará a cidade a aplicar os recursos de forma mais sensata.

Pinset também fez referência ao único grande evento que o Rio de Janeiro já recebeu, o Pan-Americano de 2007. Na opinião do medalhista, o evento correu bem para atletas de público, mas o legado não serviu à população como se esperava.

O britânico destacou de forma positiva o esforço da cidade na área de segurança pública, em especial as Unidades de Polícia Pacificadora.

07/02/2012

Orlando Silva critica Dilma, mas admite erros à frente do Ministério do Esporte


03 Fev 2012 . 08:51 h . Com informações do UOL

Brasília - Questionado sobre algumas das várias denúncias que sua gestão no Ministério do Esporte sofreu, Orlando Silva Jr. admitiu a existência de problemas. Em entrevista exclusiva ao site UOL Esporte, a sua primeira após deixar a pasta no ano passado, ele ainda criticou a decisão da presidente Dilma Rousseff de fechar a estatal Brasil 2016.

“O Governo Federal deveria ter uma empresa com função executiva para encaminhar os projetos da sua responsabilidade. Na minha opinião foi um erro a extinção da empresa Brasil 2016, porque tirou do governo um instrumento executivo. E isso pode fazer falta na preparação dos Jogos Olímpicos”, disse Orlando Silva, que não quis explicar o que motivou a decisão de Dilma Rousseff.

A estatal em questão foi alvo de uma polêmica nesta semana. Ela foi criada em agosto de 2010 e extinta exatamente um ano depois. Neste ínterim, foi contratada uma consultoria chamada FIA, que prestaria serviços à empresa por R$ 4,6 milhões. O dinheiro foi pago apesar de a Brasil 2016 não ter saído do papel, sem sede ou funcionários.

Orlando Silva, que estava à frente da pasta na criação e na extinção da empresa, explica que os serviços foram prestados. Além disso, diz que a FIA foi contratada para ajudar também em outras áreas além da Brasil 2016, o que explicaria que o contrato tenha sofrido um aditivo mesmo após a decisão de acabar com a estatal.

Na conversa de cerca de uma hora, o ex-ministro ainda foi questionado sobre a enxurrada de denúncias que recebeu. Apesar de ter tentado contemporizar algumas delas, Orlando Silva admitiu que aconteceram irregularidades quando ele esteve à frente do ministério.

“Poucos ministérios devem ter encaminhado a execução de convênios, inclusive com suspensão e exigência de devolução de recursos, como o ministério do qual eu fiz parte. Erro pode acontecer, inclusive erro no controle”, disse o político.

O ex-ministro deu a resposta acima (que pode ser vista em um dos vídeos acima) quando foi questionado sobre as irregularidades em um projeto do programa Segundo Tempo na cidade de Novo Gama (GO). Uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apurou, em fevereiro de 2011, que a ONG Idec (Instituto de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente) era de fachada e nunca executou o contrato.

Ciente do caso, Orlando Silva disse que ordenou que a parceria fosse encerrada. Seis meses depois, no entanto, o contrato com o Idec foi renovado. Uma nova reportagem do mesmo jornal faria com que o acordo fosse, finalmente, quebrado.

Apesar do acúmulo de denúncias, o político defendeu o programa Segundo Tempo e sua gestão como um todo, dando-lhe nota sete. Questionado sobre a falta de um crescimento significativo de resultados do esporte brasileiro, apesar do aumento da verba pública, ele criticou a maneira como o setor é dirigido no país.

Ministério do Turismo quer treinar voluntários para Copa e Olimpíada do Brasil


Da Agência Brasil

O Ministério do Turismo quer treinar os voluntários que trabalharão na Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Na semana que vem, o ministro Gastão Vieira vai a Madri negociar com a OMT (Organização Mundial de Turismo) a realização de cursos no Brasil.

Os cursos visam, primeiramente, formar mais voluntários brasileiros para a OMT. Futuramente, as pessoas treinadas vão recrutar, formar e selecionar voluntários para atuar nos dois grandes eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos.

O curso da OMT pleiteado pelo Brasil é focado na organização e gestão de megaeventos esportivos. Ele será dirigido a jovens com mais de 20 anos de idade e que queiram participar de projetos de cooperação internacional ligados ao turismo.

Segundo a OMT, o turismo nas Américas cresceu 6% no primeiro semestre de 2011, índice acima da média mundial. No mesmo período, o Brasil avançou 5%, com grande peso do desenvolvimento verificado nas 12 cidades-sede da Copa. Essas cidades representam para o turismo mais de 70% da movimentação financeira gerada pelo setor no país.

01/02/2012

COB confirma manobra de Nuzman por reeleição e explica a origem do aval do COI

Gustavo Franceschini
Do UOL, em São Paulo

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) confirmou, em nota oficial, as informações da reportagem do UOL Esporte sobre o encaminhamento da reeleição de Carlos Arthur Nuzman.

Além de ratificar o que aconteceu na reunião fatídica, a entidade ainda explicou que o aval do COI (Comitê Olímpico Internacional) à permanência do cartola foi, na verdade, uma resposta da entidade a uma jornalista.

“Na oportunidade, Nuzman apresentou às confederações cópia de resposta eletrônica enviada pelo COI a uma jornalista brasileira. Na mensagem, enviada diretamente à jornalista, o COI afirma ‘ser inverídica’ a informação de que a entidade faria objeções à permanência de Nuzman à frente do COB e do [Comitê] Rio 2016 simultaneamente”, diz a nota oficial do COB.

Até a reunião da última quinta-feira, os presidentes de confederações trabalhavam com a ideia de que Nuzman poderia ser forçado a deixar uma das duas entidades.

Nesse caso, Ary Graça, presidente da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), seria uma opção para ocupar a presidência.

Na prática, foi o próprio Ary quem propôs o apoio imediato à chapa Nuzman/Richer na última quinta. A reportagem consultou o COB para conhecer o conteúdo completo do referido e-mail enviado pelo COI e usado como uma espécie de aval por Nuzman, mas até o momento não foi atendida.

LEIA A NOTA OFICIAL SOBRE A PROVÁVEL REELEIÇÃO DE NUZMAN

Em relação à matéria publicada nesta quarta-feira, 1º de fevereiro de 2012, pelo portal UOL, o Comitê Olímpico Brasileiro esclarece:

1 – A reunião de trabalho mensal entre o COB e Confederações Brasileiras Dirigentes de Esportes Olímpicos faz parte da rotina dessas entidades. Na reunião, o COB atualiza as Confederações sobre temas de interesse comum, tais como preparação da delegação brasileira para os Jogos Olímpicos e demais competições, informações sobre a aclimatação das equipes antes dos Jogos, logística da delegação, entre outros.

2 – Na reunião realizada no último dia 26 de janeiro, foram tratados os seguintes temas: Relatório de progresso dos Jogos Olímpicos Rio 2016; Relatório da visita do COB ao Crystal Palace; Uniformes e Assuntos Gerais.

3 – Ao final da reunião, entre os assuntos gerais, o presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, informou os presidentes de Confederações de sua intenção de candidatar-se a presidente do COB na próxima eleição, em chapa com seu atual vice-presidente, André Richer.

4 – Na oportunidade, Nuzman apresentou às Confederações cópia de resposta eletrônica enviada pelo COI a uma jornalista brasileira. Na mensagem, enviada diretamente à jornalista, o COI afirma “ser inverídica” a informação de que a entidade faria objeções à permanência de Nuzman à frente do COB e do Rio 2016 simultaneamente.

5 – Em seguida, o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, manifestou-se publicamente em defesa da candidatura de Nuzman, propondo o apoio à chapa Nuzman/Richer.

6 - As vinte e quatro Confederações presentes à reunião naquele momento manifestaram apoio por escrito à chapa Nuzman/Richer.

7 – Ao agradecer o apoio, Nuzman confirmou às Confederações sua candidatura à presidência do COB para o período 2013-2016.

13/01/2012

Megaeventos esportivos levam Atos a comprar 50% do MSL Group

Megaeventos esportivos levam Atos a comprar 50% do MSL Group

Objetivo é agregar experiência da companhia na preparação de estádios e arenas para ampliar atuação no setor.



A Atos, empresa de serviços de TI e parceira dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, anuncia a aquisição de 50% da participação do MSL Group, fornecedor de sistemas da informação e resultados em tempo real. O acordo, que deve ser concluído até 31 de março de 2012, inclui a opção para a Atos adquirir o restante do MSL Group. O valor da negociação não foi divulgado.

De acordo com Patrick Adiba, CEO da Atos para Iberia, Jogos Olímpicos e Grandes Eventos, afirma que a experiência da MSL Group, que participou de 50 eventos globais, vai ser fundamental para a empresa fortalecer presença no setor. Jose Alberto Jaen, Fundador do MSL Group concorda. “Teremos a oportunidade de suportar alguns dos maiores eventos esportivos do mundo.”

Atualmente, a Atos está apoiando a oferta de soluções inteligentes em estádios para os principais eventos, incorporando infraestrutura e soluções de TI.

Segundo comunicado da empresa, os funcionários do MSL Group e da Atos estão localizados na Espanha e começarão a colaborar imediatamente em projetos-chave e novos desenvolvimentos.

Fonte: ComputerWorld

Volta à Olimpíada rende aumento de verba para Confederação de basquete

Seleção masculina terá a chance de lutar pelo ouro pela primeira vez desde 1996

Do R7

magnano-450x338-190811-dvgpDjalma Vassão/Gazeta Press

Rola um bônus? Técnico argentino Rubéns Magano é o principal responsável pela volta do Brasil á Olimpíada e o consequente aumento de verba



Atletismo - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00
O vice-campeonato no Pré-Olímpico de Mar Del Plata não rendeu à seleção brasileira masculina de basquete apenas a volta a uma edição dos Jogos Olímpicos, o que não acontecia desde Atlanta 1996, ainda com o Oscar. Graças à conquista, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) conquistou o maior aumento de verba oriunda da Lei Agnelo-Piva este ano.

Segundo informativo divulgado pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), o basquete receberá um valor inicial de R$ 2,8 milhões em 2012, R$ 700 mil a mais que no ano passado. A divisão do dinheiro é feita com base na classificação e participação em Londres 2012, além da análise da gestão das entidades em 2011, dos resultados em Mundiais e Copas do Mundo, do número de atletas entre os melhores do mundo e dos patrocínios de cada confederação.

Das 30 entidades beneficiadas pelo COB, somente uma receberá menos dinheiro esta temporada: a Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, cuja verba caiu de R$ 800 mil para R$ 500 mil. O teto é de R$ 3,2 milhões, dado a sete Confederações: Atletismo, Desportos Aquáticos, Handebol, Hipismo, Judô, Vela e Vôlei.
A Lei Agnelo-Piva destina 2% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao COB (85%) e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (15%). Para 2012 o COB trabalha com uma estimativa de arrecadação de R$ 145 milhões. Dos recursos recebidos, o COB é obrigado por lei a investir 10% no esporte escolar (R$ 14,5 milhões estimados para 2012) e 5% no esporte universitário (R$ 7,25 milhões em 2012).

Dos cerca de R$ 123,5 milhões restantes que o COB receberá, R$ 60,9 milhões serão aplicados diretamente nos programas das 29 Confederações Brasileiras Olímpicas, exceto o futebol. Somando este valor ao do Fundo Olímpico de R$ 15,3 milhões, as Confederações receberão R$ 76,2 milhões, 15% a mais que em 2011.

O COB ainda diz que vai investir em os R$ 47 milhões que cabe apenas a si em projetos orientados especificamente para o treinamento e preparação de atletas e equipes; no incremento e na manutenção do Centro de Treinamento Time Brasil; na implantação do Laboratório de Ciências do Esporte; na operação do Centro Esportivo Crystal Palace, local de preparação dos atletas brasileiros antes e durante os Jogos Olímpicos Londres 2012; e na estrutura da Missão Brasileira em Londres 2012 (logística da operação, Vila Olímpica, aclimatação de equipes etc); nas atividades dos cursos de gestão e capacitação promovidos pelo Instituto Olímpico Brasileiro; e na manutenção do próprio COB, entre outras ações.

Confira a variação na distribuição das verbas da Lei Agnelo Piva entre 2011 e 2012 (em reais):

Badminton - De 1.300.000,00 para 1.500.000,00
Basquetebol - De 2.100.000,00 para 2.800.000,00
Boxe - De 1.700.000,00 para 2.000.000,00
Canoagem - De 2.300.000,00 para 2.500.000,00
Ciclismo - De 2.300.000,00 para 2.500.000,00
Desportos Aquáticos - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00
Desportos na Neve - De 800.000,00 para 900.000,00
Desportos no Gelo - De 800.000,00 para 500.000,00
Esgrima - De 1.100.000,00 para 1.300.000,00
Ginástica - De 2.800.000,00 para 3.100.000,00
Golfe - De 500.000,00 para 900.000,00
Handebol - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00
Hipismo - De 2.900.000,00 para 3.200.000,00
Hóquei sobre a Grama - manteve 1.300.000,00
Judô - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00
Levantamento de Peso - De 1.100.000,00 para 1.300.000,00
Lutas Associadas - De 1.500.000,00 para 1.700.000,00
Pentatlo Moderno - De 1.300.000,00 para 1.500.000,00
Remo - De 1.900.000,00 para 2.100.000,00
Rugby - De 500.000,00 para 900.000,00
Taekwondo - De 1.200.000,00 para 1.300.000,00
Tênis - De 1.800.000,00 para 2.100.000,00
Tênis de Mesa - De 2.300.000,00 para 2.500.000,00
Tiro com Arco - manteve 1.300.000,00
Tiro Esportivo - De 2.000.000,00 para 2.200.000,00
Triatlo - De 2.000.000,00 para 2.300.000,00
Vela e Motor - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00
Voleibol - De 3.000.000,00 para 3.200.000,00

Saretta lamenta politicagem e fim de projeto no Palmeiras: "foi uma bagunça generalizada"


Alexandre Sinato
Do UOL, em São Paulo

Disputa política, desorganização e descaso. Assim Flávio Saretta resume a postura do Palmeiras no fim de seu projeto de tênis no clube depois de dois anos. Segundo o ex-tenista, a administração de Arnaldo Tirone sequer avisou que o vínculo não seria renovado. Ele reclama que os dirigentes não elogiaram nem criticaram o projeto e decidiram pela não renovação sem dar qualquer satisfação a ele ou aos professores envolvidos.

“O projeto acabou sem eu saber. Tive que ir atrás para descobrir que não seria renovado. Nem tchau eles falaram, muito menos obrigado. Não falaram que o projeto era uma droga ou que era bom, não falaram nada. Eu que comuniquei todos os funcionários que o contrato não seria ampliado”, lamentou Saretta. “E existia fila de espera no tênis, as coisas iam bem.”

O ex-tenista levou com sua empresa dois coordenadores e um preparador-físico ao Palmeiras, completando a equipe com dois professores que já eram contratados pelo clube e foram aprovados em um teste.

“O acerto com o Palmeiras era até o dia 23 de dezembro do ano passado. Dia 10 de dezembro, como ninguém tinha vindo falar comigo e eu tinha uma equipe de três pessoas sem saber o que seria do futuro, além de dois professores contratados pelo clube, fui atrás do diretor, mas ele estava viajando de férias nos Estados Unidos e só voltaria dia 27. Aí fui falar com o diretor-adjunto e ele avisou que já haviam definido em novembro que o projeto acabaria, mas ninguém nos avisou de nada. Saí bem chateado”, emendou o ex-número 44 do mundo.

Para Saretta, a política explica boa parte do que aconteceu. Sua empresa foi contratada durante a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo para prestar serviços apenas para o tênis competitivo. Os dirigentes, contudo, gostaram do projeto e decidiram ampliar a relação para todos os praticantes de tênis do clube, renovando o acordo até o fim do ano passado.

Em janeiro de 2011, porém, Tirone ganhou a eleição e deixou o tênis de lado, aponta Saretta, com contrato vigente na época. “Ficamos uns cinco meses sem um diretor de tênis porque o Tirone fez questão de tirar todo mundo que era da gestão anterior. É triste ver isso, porque assim o clube nunca vai andar. A verdade é que o Palmeiras virou vitrine da desorganização, como todo mundo anda falando.”

Saretta contou ainda que havia conseguido aprovar um projeto por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Com ele, disponibilizaria uma equipe multidisciplinar para treinar 50 garotos de 10 a 18 anos. Bastava ao Palmeiras ajudar na captação de recursos, já que, assim, o clube não precisaria arcar com nenhum custo. O tempo passou e, segundo ele, o clube alviverde não fez esforço algum. Resultado: a validade da aprovação do projeto expirou.

“Nós conseguimos captar parte da verba, mas a diretoria do Tirone não mostrou interesse nenhum. Fiquei surpreso, porque eles não gastariam nada e teriam uma bela escola de tênis. Mas eles enrolaram e o tempo passou”, completou Saretta. “Foi tudo uma bagunça generalizada.”

O departamento de tênis do Palmeiras não quis se pronunciar sobre o caso. O UOL Esporte tentou entrar em contato com o responsável pelo setor, Hélio Tamura, mas não teve sucesso. Por meio de um funcionário, ele alegou que estava ocupado e não poderia atender à reportagem.

Crítico, Paulão pede foco na preparação de pessoas para Olimpíada e clama por espaço

por Eduardo Moura/Final Sports - Foto: Marcelo Karsten/Canoas


Nos próximos quatro anos, o Brasil será o centro esportivo mundial com a realização de dois eventos gigantes no país: Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíada, em 2016. Independente do foco esportivo, ambos precisam de infraestrutura e de investimentos. Pois Paulão, comandante do Canoas na Superliga B, critica a preparação do país para os acontecimentos e pede uma maior visibilidade ao vôlei nacional e gaúcho.

Cabeça do projeto de resgate do time da região metropolitana de Porto Alegre, o agora técnico crê que a necessidade é de qualificação de profissionais. O projeto usa as dependências do Centro Poliesportivo La Salle, em Canoas.

E cada vez mais as
universidades serão as responsáveis por absorver esse tipo de iniciativa, até para utilizar os profissionais criados em suas dependências para o esporte de alto nível.

“O vôlei não é feito só na quadra. Tem fisioterapia, nutrição, gestão, medicina, tem uma série de ações que pode trabalhar em esporte de alto nível. Há mídia específica para esporte. E não vejo investimento nessa área. Ginásio e estádio, ok. Mas e o restante? E as pessoas que fazem isso? Isso é investimento olímpico. É escola, universidade”, discursou Paulão no ginásio do La Salle.

Muito se fala em legado deixado pela Copa do Mundo e Olimpíada. A primeira coisa que se pensa é se as avenidas foram duplicadas, se os estádios, remodelados, se aumentou o sentimento de segurança no país e se a autoestima nacional inflou-se. Pois pouco se fala em profissionalização, em capacitação, em qualificação dos profissionais que fazem o esporte.

“Queremos o legado. Essas capacitações. O prefeito foi feliz em aceitar o projeto. O investimento é fundamental”, disse.

Antes, porém, Paulão reclamou de dois pontos ligados fora das quadras: a estrutura dos ginásios brasileiros e gaúchos, e a polarização do futebol como único esporte divulgado e explorado pela mídia.

“Quantos ginásios com ar-condicionado temos no RS? Nenhum. Porque não temos? Porque não merecemos isso? Se viajar para fora, tudo é climatizado. Porque aqui temos isso defasado? Essa cultura de orgulho da terra, de exemplo, cadê?”, perguntou Paulão.

Sentado a beira da quadra onde minutos antes seus comandados soltavam o braço e realizavam um treinamento de saque, o técnico fez um desabafo e desafiou aqueles que não acreditam no vôlei. Segundo ele, quaisquer fossem os argumentos para não transmitir ou não apoiar a modalidade, seriam rechaçados com respostas positivas.

“Porque só se fala em Grêmio e Inter? O cara torce a unha e é página no jornal. Porque isso acontece? Porque o vôlei não tem esse espaço? A gente é conhecido.. Vão me dizer 10 coisas e eu vou retrucar 10 coisas boas. Programas de esporte é de futebol, se é de esporte falem de outros também. Me sinto rejeitado quando se falam que é programa de esporte, e falam só de futebol”, criticou.

Medalhista olímpico em 1992, Paulão ainda vai além: diz que o vôlei teria de ser o esporte nacional, já que o futebol não conquistou ouros. Mas entende a paixão pelo jogo com os pés, ele mesmo um torcedor ferrenho do Grêmio. Além disso, destaca o incentivo intelectual para os jogadores, que em sua maioria se graduam e estudam os movimentos dos adversários, coisa que o futebol agregou na sua comissão técnica há pouco tempo.

McDonald's renova patrocínio às Olimpíadas e foca ações nas crianças Rede levará seis brasileiros de seis a 14 anos para os Jogos de Londres e terá ma

Por Fernanda Salem, do Mundo do Marketing | 13/01/2012

fernanda@mundodomarketing.com.br


O McDonald’s anunciou hoje, dia 13, a extensão do acordo de Patrocínio TOP (Programa de Parceiro Olímpico) com o Comitê Olímpico Internacional (COI) por mais oito anos, englobando as Olimpíadas de 2016 no Brasil. O principal ativo de Marketing será realizado por ações voltadas para as crianças, com o objetivo de reforçar a mensagem de estímulo ao bem estar infantil.

A rede é patrocinadora do COI desde 1976 e este ano, nos Jogos Olímpicos de 2012, será a nona vez que o McDonald’s estará presente como o Restaurante Oficial, incluindo a construção de uma lanchonete na Vila Olímpica. O compromisso com as Olimpíadas começou em 1968, quando a empresa enviou hambúrgueres por avião para os atletas norte-americanos na França, após ser informada de que eles estavam com saudade da comida de casa.

“Estamos muito satisfeitos em anunciar a renovação do patrocínio. Nos associamos à causa olímpica principalmente para proporcionar aos consumidores os valores de excelência, superação, união entre pessoas e celebrações nas famílias”, diz David Grinberg, Gerente de Marketing Esportivo da Arcos Dourados, empresa que detém o McDonald’s na América Latina, em entrevista ao Mundo do Marketing. “O McDonald’s tem um comprometimento com a execução e realização de ações que permitem às pessoas, sobretudo as crianças, manterem uma vida saudável e ativa”.

Foco no público infantil
O evento esportivo é uma plataforma importante para a empresa superar críticas em relação à obesidade infantil e incentivar uma preocupação com a saúde. “Os Jogos Olímpicos nos ajudam a contar uma história essencial para nós, que é o bem estar das crianças. Vamos privilegiar o incentivo a uma alimentação equilibrada e atividades esportivas entre este público”, diz Grinberg.

A principal ação é o Champions of Play, nome que está sendo traduzido para o português. O programa será realizado nas Olimpíadas de Londres e consiste em levar crianças para verem de perto os jogos, dentro da Vila Olímpica. “Serão 200 crianças selecionadas para irem até Londres e vivenciarem uma experiência única, de conhecer atletas e assistir aos jogos. Destas, seis serão brasileiras”, afirma Grinberg. “Certamente faremos o programa também nos Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil”.

A seleção das crianças que vão para Londres será feita em um concurso cultural a ser lançado entre o fim deste mês e o início de fevereiro, voltado para o público entre seis e 14 anos. Qualquer um está apto a participar. Para divulgar o Champions of Play, será lançado um site com mensagens de atletas olímpicos incentivando as crianças a se exercitarem, além de desafios virtuais. Outra medida será a confecção de embalagens e materiais especiais para o McLanche Feliz, como revistinhas Champions of Play Playbooks, que contêm informações e dicas para reforçar a importância de uma alimentação balanceada, por meio de brincadeiras.

McDonald's renova patrocínio às Olimpíadas e foca ações nas crianças

04/01/2012

Governo teme que Brasil passe imagem de país caro

Uma das preocupações do governo brasileiro é evitar que o setor hoteleiro aumente os preços durante os eventos esportivos. Esse foi considerado o "pecado grego" nas Olimpíadas de Atenas: para lucrar mais com o evento, a cidade aumentou todos os preços e o país ficou com a imagem de ser muito caro e afastou turistas. Por isso, a equipe econômica analisa um pedido dos empresários, que conta com total respaldo do Ministério do Turismo: a redução do custo da energia elétrica para o setor.

A equipe econômica também estuda a mudança de classificação de equipamentos para parques temáticos e hotéis. Se a pressão do setor der certo, TVs e aparelhos de ar-condicionado seriam rotulados como investimento e teriam corte de impostos. Isso beneficiaria diretamente os 36 hotéis em construção só no Rio de Janeiro. A estrutura que a cidade tem hoje não comporta o aumento do turismo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), a ocupação dos hotéis é de 85% em média. “ Isso significa que, no ano, há picos de 100% de ocupação. O Rio já perde grandes eventos hoje. Na Copa, estamos falando de 600 mil turistas estrangeiro”, diz o presidente da ABIH, Enrico Fermi Torquato.

Para ter certeza de que os preços não vão disparar, o governo quer criar uma câmara setorial para o turismo e fechar um acordo com o setor para que não haja uma alta generalizada. “O principal legado desses eventos não é o turismo no período dos eventos, mas o que vai gerar depois. É a imagem que vamos deixar para os 20 mil jornalistas que estão aqui”, afirma o presidente da Embratur, Flávio Dino.

Para dar uma guinada nos rumos do turismo de estrangeiros no país, a Embratur vai concentrar o uso dos R$ 48 milhões que tem para gastar em publicidade. Na nova estratégia, Dino resolveu reduzir os países onde esse dinheiro será gasto. Eram 35 e agora são 17 países, principalmente México — o maior emissor de turistas para a Copa da África do Sul — e Canadá. O Brasil quer deixar de ser um destino clássico apenas para argentinos.

O Brasil também reabrirá as filiais da Embratur no exterior que passaram 2011 fechadas. A internet é outro foco, já que a maioria dos turistas decide na rede o destino das férias. Foi posto no ar um vídeo interativo em 3D com cinco cidades que serão sede da Copa de 2014. No Rio, é possível fazer uma viagem de asa-delta sobre a cidade. Em Manaus, o passeio é num barco virtual para conhecer as redondezas. Já em Curitiba, é numa bicicleta.


Globo Online

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