
Do UOL Esporte
Presidente da Empresa Olímpica Municipal, e responsável pela coordenação dos preparativos Rio-2016, a administradora Maria Silva Bastos Marques concedeu entrevista ao jornal Marca Brasil, e falou que o orçamento para a realização dos Jogos não é o mesmo divulgado do dossiê de candidatura, e que esse valor ainda não foi fechado.
Antes de falar do projeto e seus objetivos, Maria falou sobre o orçamento disponível no momento: "O único número firme é o número divulgado lá atrás, R$ 23 bilhões, que é o número do dossiê de candidatura. De lá pra cá muitas coisas mudaram e a gente não tem um número fechado. Já entraram dois novos esportes, o golf e o rúgbi. Mudou a localização da Vila de Mídia, que saiu da Barra para o Porto. Muitos projetos já começaram, mas muitas obras ainda vão se iniciar. O financiamento disso ainda não está definido. Não temos essa estimativa de divisão de recursos públicos e privados".
Maria considera dois pontos importantes neste projeto: O engajamento popular, e o legado que ele deixará: "A população tem que comprar esse projeto. Isso não pode ser um projeto político, tem que ser um projeto da cidade, de transformação. Sem engajamento da população as coisas não acontecem. A lógica desse projeto já é diferente. As grandes intervenções estão sendo pensadas em como serão durante e depois das Olimpíadas. Nós precisaremos viver uma nova realidade depois dos Jogos, senão, o que estamos fazendo aqui? Volto a dizer: é um projeto que transcende a prefeitura. Temos que entender essa transformação e fazer parte dela".
O maior desafio segundo ela não são as obras ou recursos, e sim como engajar a população nisso tudo: "O projeto como um todo é complexo. Talvez o mais intangível seja como comunicar isso, como engajar as pessoas, não apenas fazer os projetos, mas fazer com que isso tenha transparência, que as pessoas sintam que 'realmente mudou alguma coisa na minha vida', 'eu fui afetado positivamente, o Rio está melhor'. Temos que fazer chegar ao cidadão essa percepção da mudança. Talvez esse seja o maior desafio".
Depois falou quais os projetos da prefeitura ela considera os mais importantes para a cidade: "Temos o programa Morar Carioca, que vai até 2020, e todas as favelas que podem ser reurbanizadas serão. É um exemplo que transcende a Olimpíada. Temos o ensino de inglês universalizado na rede municipal... Na infraestrutura urbana, o projeto do Porto vale por um governo inteiro. Precisa ter as três instâncias de governo alinhadas e um projeto maior acontecendo".
Para finalizar a entrevista, maria disse que a cidade aprendeu muito com o Pan, e que não serão repetidos os mesmos erros. E até o momento: "Todas as vezes que o COI esteve aqui se declarou satisfeito com o andamento dos projetos".









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