
Programa do governo para Copa 2014 inclui promoção de imagem, qualificação profissional e capacitação de hotéis, além de melhoria da infraestrutura
Promoção de imagem, capacitação e qualificação, hotelaria e infraestrutura. Esses são os principais pontos do trabalho que está sendo desenvolvido pelo governo federal para preparar o país para os grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de 2014. Os planos foram apresentados no painel: ‘Impacto da Copa 2014 na Hotelaria’, apresentado nessa quarta-feira (18), abrindo o segundo dia do 52º Congresso Nacional de Hotéis (Conotel 2010), que segue até essa quinta-feira (19) no Rio de Janeiro.
As linhas de financiamento abertas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para construções e reformas no setor hoteleiro, que também serão operadas pelo Banco do Nordeste, Banco do Brasil e Banco da Amazônia (Basa), e as parcerias com diversas entidades para qualificação e capacitação foram apresentados pelo secretário executivo do Ministério do Turismo, Mário Moysés. Ele também falou dos impacto de investimentos de R$ 47 bilhões previstos, como a criação estimada de mais de 710 mil postos de trabalho.
"Nosso foco não é apenas realizar bem os grandes eventos, mas criar um ambiente e estrutura que possa beneficiar o país por décadas. O Brasil tem uma grande oportunidade de se projetar como um país eficiente e sair do estereótipo de samba e futebol”, disse o secretário.
África do Sul
Para o presidente da Federação de Hospitalidade da África do Sul (Fedhasa), Eddy Khosa, o balanço da Copa 2010, realizada naquele país, foi altamente positivo, mesmo com o movimento de cerca de 350 mil turistas, abaixo dos 500 mil previstos.
Transporte e hospedagem foram os aspectos mais considerados. Parcerias com hotéis de diferentes portes, pousadas e guest homes foram fechadas para mapear as opções para os turistas. Boa apresentação dos estabelecimentos, conforto dos quartos e boa comida garantem um ambiente agradável para os visitantes.
Ele rebateu com ironia as críticas que o país sofreu pelos problemas na área de falta de segurança pública: “antes, pensavam que chegariam na África do Sul aterrisando nas costas de um elefante e caindo na boca de um leão faminto. Provamos que nós podemos resolver problemas e oferecemos bons produtos”.
Khosa admitiu que, se pudesse corrigir erros, teria começado o trabalho pela qualificação de pessoal e fez a recomendação para o Brasil investir tanto no aprimoramento das atividades profissionais quanto no ensino, pelo menos, de palavras-chave e frases em inglês para ajudar na orientação do turista e proporcionar um sentimento maior de integração.
Atuação do Sebrae
O coordenador nacional de turismo do Sebrae, Dival Schmidt, explicou que a entidade está trabalhando para criar oportunidades de negócios antes, durante e pós-Copa do Mundo, prioritariamente, nas doze cidades-sede e em outros 28 destinos ligados a elas. Parcerias estão sendo costuradas em todo o País com diferentes entidades para multiplicar o potencial das ações que podem beneficiar diversos setores, como indústria e agronegócios. “A palavra chave é competitividade para aproveitar as oportunidades que se sustentem ao longo do tempo”, reforçou Schmidt.
Preços justos e condições razoáveis foram dois fatores apontados por Paul Whelan, da Match Events, empresa credenciada pela Fifa para cuidar de vários aspectos de logística, que vão da venda de ingressos à hospedagem das delegações, patrocinadores, convidados da Fifa e imprensa. “Só podemos ter sucesso se trabalharmos em parceria com o setor hoteleiro”, reforçou Whelan.
“O grande diferencial do Brasil é que a Copa será realizada no país do futebol. Todos estarão de olho do país e as oportunidades são imensas em todos os setores”, avaliou o presidente da Traffic, empresa de marketing esportivo, Júlio Mariz.









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