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3 de dez. de 2013

Candidatos à CBF precisam apresentar Proposta para Futebol Brasileiro

Qual a proposta?
As eleições para a CBF estão a pleno vapor, com a provável disputa entre Marco Polo Del Nero / Marin (situação), e Francisco Novelleto / Andrés Sanchez (oposição). Apesar de nenhuma das duas serem oficiais, sabe-se que todo o trabalho de convencimento junto aos eleitores (federações e clubes da série A) está sendo feito. O que não está sendo feito, porém, é um projeto para o Futebol Brasileiro. Ouve-se aqui e ali apenas proposições pontuais voltadas aos interesses dos eleitores, como aumento de verbas de repasses, continuidade do “modelo” de gestão atual, etc. Mas pensar o futebol de maneira ampla e estratégica, nada. Portanto, voltamos à mesma pergunta de relatórios anteriores: Onde está o Plano Estratégico para o Futebol Brasileiro? Onde queremos chegar em 5 ou 10 anos? Queremos ter um dos 3 campeonatos nacionais mais importantes do Mundo? Queremos ter clubes entre os TOP10 do planeta? Quantos? Queremos estádios cheios? Combater a violência associada ao futebol? Transformar os jogos em ambiente de Festa e não de Guerra? Como fortaleceremos o futebol Regional e os clubes menores? Qual a nossa principal força? E nossas fraquezas? Sobram perguntas, faltam respostas.
Nosso produto piora a cada dia, há uma quase unanimidade que estamos perdendo importância relativa no mercado internacional, que o futebol regional e os clubes pequenos agonizam, e que o desinteresse do torcedor é crescente. Convenhamos, o futebol Brasileiro precisa de uma verdadeira revolução e, a julgar pelo que estamos vendo, nenhuma chapa representa mudança do cenário atual.
Atletas e profissionais se mobilizam por mudanças, a imprensa está inquieta, torcedores anseiam por um futebol de mais qualidade. Não está na hora de uma terceira via na Eleição da CBF?
Fernando Ferreira, Sócio Diretor | PLURI Consultoria (fernando@pluriconsultoria.com.br)

MP investiga racismo da Fifa

A rejeição da Fifa aos nomes de Lázaro Ramos e Camila Pitanga segue rendendo polêmica (Leia mais aqui). Agora, até o Ministério Público resolveu entrar na história.
O 6º Promotor de Justiça Criminal de São Paulo, Christiano Jorge Santos, abriu um procedimento visando “à apuração de eventual crime de racismo tendo em vista que os atores representam de maneira mais adequada a composição étnica e racial do povo do Brasil, ao passo que os atores escolhidos, Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, de raça branca/caucasiana, sob tal aspecto, não”.
Continua o promotor:
+ A escolha dos apresentadores, portanto, dada a elevadíssima audiência aguardada, é relevante para a identificação dos componentes do povo brasileiro, por habitantes de todo o mundo. Relevante também a escolha em razão da autoafirmação dos brasileiros afrodescendentes.
+ Os aspectos acima apontados também são relevantes porque o maior ícone futebolístico de todos os tempos é brasileiro e negro (Edson Arantes do Nascimento, o “Pelé”).
Por Lauro Jardim

'Forbes' comenta polêmica sobre o casal da Copa do Mundo 2014: 'Infeliz'



'Forbes' comenta polêmica sobre o casal da Copa do Mundo 2014: 'Infeliz'

A polêmica sobre a escolha dos apresentadores do sorteio dos grupos da Copa de 2014 continua rendendo. Desta vez, foi a "Forbes", dos Estados Unidos, que noticiou o ocorrido. De acordo com a publicação, o veto na escolha de Lázaro Ramos e Camila Pitanga, em favor de Rodrigo Hilbert e Fernanda Lima para a cerimônia é classificado como "infeliz". A revista ainda lembrou o esforço da FIFA para combater o racismo no futebol e sugeriu que o presidente da Federação, Sepp Blatter, ligasse para Lázaro e Camila para esclarecer o caso, numa tentativa de melhorar a imagem do país.
No entanto, a chefe de imprensa da FIFA, Delia Fischer, declarou que não houve o tal veto, sendo a escolha de Rodrigo e Fernanda uma proposta da GEO, que organiza o evento, e pela TV Globo, por causa do desempenho do casal no lançamento do logo da Copa do Mundo da Fifa, em 2010, e no Sorteio Preliminar, em 2011.
Recentemente, durante evento de moda, em São Paulo, Fernanda Lima resolveu se pronunciar sobre a polêmica de suposto racismo da entidade de futebol. "Na verdade, eu venho trabalhando com a Fifa já há alguns anos. E fui chamada para esse trabalho há mais de seis meses. Mas a gente não fala essas coisas, né? Acompanhei esse bochicho todo que saiu na imprensa. Mas eu sou funcionária, uma comunicadora. Fui convocada e como tal aceitei e vou fazer o meu trabalho. O que eu tenho a ver com isso? Só porque eu sou branquinha?", disse a apresentadora à coluna de Monica Bergamo, do jornal "Folha de S. Paulo".
Além da presença de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, a cerimônia de sorteio da Copa, marcada para o dia 6 de dezembro na Costa do Sauípe, na Bahia, também contará com shows de Alcione, Margareth Menezes, Olodum e Emicida.


Fonte: Pure People

28 de nov. de 2013

Fifa nega racismo em escolha para apresentadores de sorteio da Copa

UOL, em São Paulo

Após as notícias de que a Fifa teria vetado as sugestões dos atores Lázaro Ramos e Camila Pitanga para ocuparem as posições de apresentadores no Sorteio Final da Copa do Mundo, optando pelo casal Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert, a entidade máxima do futebol veio a público para desmentir o fato e rejeitar qualquer insinuação de racismo.
A entidade, através de nota de seu Departamento de Imprensa, afirmou que uma lista de nomes foi sugerida para o evento pela GEO, empresa contratada para este fim e ligada à Rede Globo, e que a escolha pelo casal levou em conta, principalmente, a experiência prévia: os escolhidos agradaram quando apresentaram o lançamento da logomarca da Copa, em 2010, e o Sorteio Preliminar, em 2011.
No comunicado, a Fifa negou veementemente a hipótese de ter adotado critérios raciais, ressaltando que os artistas escolhidos para participar do evento representam a diversidade do povo brasileiro. A lista, até o momento, inclui as cantoras Margareth Menezes e Alcione, o rapper Emicida e o grupo Olodum.
O sorteio acontece no dia 6 de dezembro, na Costa do Sauípe, na Bahia.

Será que não é racismo?

Corinthians premia sócios com R$ 1 mil por semana

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SP
O Corinthians ampliou os benefícios do Fiel Torcedor, seu programa de sócios-torcedores, e começou a sortear R$ 1 mil em dinheiro toda semana para associados que estiverem com mensalidades em dia. A Loteria Federal é a responsável por executar o sorteio, enquanto a APLUBCAP, especialista em capitalização, vai conceder o prêmio.

Até agora, três corintianos já foram sorteados. Eliane Alves, uma dos três, recebeu o cheque no gramado do Pacaembu antes da partida contra o Vasco, no último dia 17. Todo sócio-torcedor passa a receber um "número da sorte" para participar, sem nenhum custo adicional, do Fiel CAP. O número está disponível em sua área restrita do site.

O Corinthians, assim, tenta recuperar algumas posições na lista dos maiores sócios-torcedores do país. Os paulistas foram ultrapassados recentemente por Cruzeiro e Flamengo, campeão do Campeonato Brasileiro e finalista da Copa Perdigão do Brasil, respectivamente, dois beneficiados pelo desempenho de suas equipes em campo.

Atualmente, o Internacional tem 110 mil sócios, seguido por Grêmio (74 mil), Flamengo (59 mil), Santos (53 mil), Cruzeiro (45 mil) e, em sexto, Corinthians (44 mil). Os números são divulgados pela Ambev, coordenadora do movimento que dá descontos a torcedores de várias equipes em supermercados, entre outros produtos.

Universidade britânica dará curso esportivo no Brasil



Especializada em cursos esportivos, a UniSport Brasil anunciou a realização do Encontro Internacional de Futebol UniSport, a ser ministrado pela universidade britânica Southampton Solent University.

Voltada para gerentes, diretores, técnicos, auxiliares, preparadores físicos e interessados em trabalhar nessas áreas, a iniciativa se divide em dois módulos: business e técnico. Os professores serão três: Dr. Richard Elliott, Clwyd Jones e Mario Marian-Anton Marinica.

“Queremos levar o estudo do futebol, técnicas, estratégias e informações sobre os negócios até os profissionais inseridos nesse contexto”, explicou Pedro Stern, diretor-geral da UniSport Brasil.

O evento está marcado para 14, 15 e 16 de janeiro do próximo ano (2014), no clube Paineiras, em São Paulo. Limitadas, as inscrições podem ser feitas pelo site www.unisportbrasil.com.br ou pelo número de telefone (11) 3032-2725. O prazo é até 20 de dezembro.

Artigo: Marketing Esportivo, porque os clubes brasileiros perdem dinheiro e atuam de forma amadora

por Marcos Lopes

Quero começar este artigo com uma questão aparentemente simples, mas muito polêmica: Ainda somos o País do Futebol ? Não estou me referindo a fatores de campo como jogadores, padrões táticos, títulos, etc. Mas, sim quanto à forma com que vendemos ao Mundo esta nossa soberania dentro das quatro linhas !
Apesar de o Brasil ser Pentacampeão Mundial e o único país a ter participado de todas as edições de Copa do Mundo realizadas até hoje (fato este que por si só já é fantástico), nosso futebol fora de campo não conseguiu evoluir da mesma forma que dentro dele. A cada novo campeonato nacional que se inicia fica mais evidente o quanto estamos atrasados com fatores como calendário de jogos, estádios, infra-estrutura de transporte, etc. O que nos remete a questão: Ainda Somos o País do Futebol?
Um de meus programas favoritos aos finais de semana é parar em frente à televisão e assistir alguns jogos de campeonatos internacionais. Entre os meus preferidos estão o Campeonato Alemão e o Inglês, pois acredito que estes superam os demais tanto dentro quanto fora de campo.
A cada jogo que assisto fico mais impressionado com o ABISMO existente entre o futebol brasileiro e o europeu, e mais uma vez, não estou me referindo à qualidade técnica dos jogadores. A questão aqui é como o negócio futebol é gerido lá fora, ao contrário do que acontece no Brasil, na Europa o futebol é visto e gerenciado como um negócio do mercado do Entretenimento, onde o objetivo é conquistar e fidelizar novos consumidores, elevando as receitas do clube e garantindo o fortalecimento da marca dentro e fora de campo.
No Brasil o futebol ainda é tratado apenas como um esporte, por isso a maioria dos clubes é gerido por “profissionais amadores”, ou seja, pessoas ligadas a outros segmentos de mercado (em geral bem sucedidas) que dedicam algum tempo de seu dia a dia para cuidar da gestão de seu clube de coração. Em poucos casos vemos times brasileiros estruturados administrativamente com profissionais experientes e qualificados que podem oferecer algo diferenciado do que já estamos cansados de ver.
Atualmente, a moda no mercado do futebol é falar sobre Marketing Esportivo! Neste sentido, a estratégia mais utilizada pelos clubes hoje em dia é quanto a repatriar ídolos, ou seja, o clube vai à busca de parceiros da iniciativa privada que estejam motivados a financiar a contratação de grandes jogadores (na maioria das vezes estão “encostados” na Europa) para o clube. Em contrapartida o clube oferece ao parceiro a possibilidade de ganhos com a realização de patrocínio em camisas, eventos, venda de material esportivo, produtos licenciados, renda de jogos, entre outros.
Esta ação tem se tornado muito comum aqui no Brasil nos últimos anos, apresentando bons cases de sucesso, como o caso Ronaldo no Corinthians, por exemplo. Porém, nem sempre este retorno é garantido dentro e fora de campo para todas as partes envolvidas. O que em um primeiro momento pode parecer uma grande iniciativa, pode acabar como um grande “tiro no pé”, visto que o futebol para o
torcedor brasileiro é uma paixão, e o desempenho dentro de campo é a balança que vai definir se a campanha foi bem ou mal sucedida.
Por exemplo, no começo deste ano o PSG anunciou a contratação do jogador inglês David Beckham, ainda que o jogador pouco rendeu dentro de campo, fora dele foi um fenômeno de marketing. O clube lucrou muito através de ações publicitárias, venda de camisas, produtos licenciados, exposição na mídia, etc. O que produziu um resultado dentro das expectativas da contratação, mesmo sem a conquista de um grande campeonato. Aqui no Brasil infelizmente esta ação teria tudo para ser um grande fracasso, visto que a cultura futebolística de nosso país, aliado ao poder persuasivo da mídia esportiva construiria um cenário pouco atraente para o desenvolvimento e manutenção de uma ação neste sentido.
Mudar a cultura esportiva de um país não é algo tão fácil e rápido que possa ser realizado em um curto espaço de tempo com uma ação isolada de marketing esportivo. O problema é complexo e necessita de uma reestruturação geral para obter sucesso, iniciando dentro dos clubes, na forma como gerem seus negócios e principalmente seus torcedores, ou melhor, consumidores.
Primeiro passo para esta mudança é justamente começar a olhar o futebol brasileiro como um negócio com imenso potencial de consumo. Pense bem… Qual outro mercado possui um consumidor tão fiel que não troca de marca durante sua vida inteira? Ao contrário do que ocorre no mercado empresarial, o consumidor de um clube de futebol não muda de time só por que não esta satisfeito com sua campanha no campeonato ou por que não aprovou o novo uniforme, por exemplo. Já no mercado convencional as empresas cada vez mais se preocupam em desenvolver estratégias que possibilitem um maior índice de fidelização dos clientes, o que nem sempre alcançado com sucesso.
Outra estratégia de Marketing Esportivo muito utilizada pelos clubes brasileiros é o chamado “Sócio Torcedor”. Neste caso o torcedor paga uma mensalidade ao clube e recebe em troca alguns benefícios e vantagens para a compra de produtos licenciados, aquisição de ingressos para jogos e eventos, brindes, etc. Apesar de ser uma excelente alternativa para fidelizar consumidores e elevar a receita do clube de maneira frequente, aqui no Brasil este sistema ainda é pouco eficiente, visto que os clubes têm dificuldades na comunicação e produção de ações que realmente agradem seus torcedores.
Atualmente diversos clubes trabalham afinco para remodelar seus projetos de sócio torcedor, visto que entendem que os modelos atuais oferecidos ainda estão muito longe do satisfatório para conquistar e fidelizar novos torcedores. Acredito que neste caso o ideal seja copiar o que é realizado lá fora, onde ano após ano os grandes clubes europeus vêem suas receitas se multiplicarem com a participação dos planos de sócios torcedores.
Além de trabalhar o projeto para a fidelização de novos torcedores (consumidores), o clube precisa desenvolver ações que busquem a conquista de novos simpatizantes para sua marca. E acredite, ainda tem espaço!
Segundo recente pesquisa, a maior torcida do Brasil é composta por pessoas que não torcem pra nenhum time de futebol, ou seja, são consumidores a espera de uma marca que venha a se comunicar com eles, causando identificação a este público. Esse cenário é um retrato perfeito de como o futebol brasileiro é mal administrado como negócio, visto que a falta de visão mercadológica permite com que oportunidades como esta ainda sejam desperdiçadas pelo amadorismo e despreparo dos dirigentes. Imaginem a potencialização das receitas dos clubes se estes milhares de novos consumidores estivessem presentes em seu target?
Enfim, a mudança do futebol brasileiro fora de campo só será possível através da profissionalização administrativa em todos os sentidos e âmbitos dos clubes. As oportunidades de mercado não vão ficar o tempo todo a espera do futebol, outros esportes começam a conquistar estes torcedores e empresas abandonados pelos clubes brasileiros. É fundamental que as administrações destes clubes se reinventem e comecem a olhar o torcedor como um consumidor, que merece respeito e que precisa ter suas expectativas atendidas de maneira satisfatória, sempre!
Espero que os clubes brasileiros repensem suas decisões e aproveitem a oportunidade da Copa de 2014, para criar o seu próprio “legado” no esporte como forma de entretenimento e negócio sustentável.

André Tavares – Educador Físico – Pós Graduado em Adm, Gestão e Mkt Esportivo UGF/RJ

25 de nov. de 2013

Corinthians lidera premiação em evento de gestão esportiva

O Corinthians foi o grande vencedor da premiação no Business FC, evento de gestão e administração esportiva realizado pela Trevisan Gestão do Esporte, Pluri Consultoria e Fan Club, nesta terça-feira, em São Paulo.
Dos três prêmios em disputa, o Timão ficou em primeiro lugar como "Clube Mais Eficiente na Gestão do Futebol de 2012" e "Clube com Maior Transparência Financeira de 2012". Edu Gaspar, gerente de futebol, e Raul Corrêa da Silva, diretor financeiro, foram os representantes alvinegros no evento.
O terceiro prêmio, de "Clube com Melhor Estrutura Financeira de 2012", foi entregue ao Atlético-PR. O presidente Mário Celso Petraglia foi o responsável por erguer a taça.
Antes de premiação, Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e atual gestor da Arena Corinthians, participou de uma palestra sobre o papel das novas arenas na transformação do futebol brasileiro.

Pacote anticartola

por Vitor Nuzzi

SEBASTIÃO MOREIRA/EFE
Pequeno príncipe
Depois de comandar a CBF por 23 anos, Teixeira abandonou o cargo, herdado do sogro, sob acusação de desvio de dinheiro

Acostumados a vitórias políticas fora de campo, os dirigentes esportivos brasileiros foram driblados duplamente nos últimos meses, com medidas que limitam os hoje ilimitados mandatos dos cartolas. Em 15 de outubro, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.868 (originária da Medida Provisória 620), que incluiu entre seus vários itens o direito a um mandato de quatro anos e a uma reeleição, além da obrigação de prestação de contas sobre dados econômicos e financeiros. No Congresso, avançou um projeto de lei com o mesmo teor, surpreendendo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), entidades que, entre outras, consignaram a longevidade no poder, mostrando fôlego de atleta para permanecer no comando.


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No campo da política esportiva, mandatos de duas décadas são prática comum. Na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), por exemplo, Coaracy Nunes Filho é presidente desde 1988. Reeleito por unanimidade, iniciou em março o seu sétimo – e último, garante – mandato. À frente da CBAt (atletismo) durante 25 anos, Roberto Gesta de Mello saiu em 2012. Carlos Arthur Nuzman está desde 1995 na presidência do COB, depois de 20 anos na CBV (vôlei), e se reelegeu no ano passado. No handebol, Manoel Luiz Oliveira foi reconduzido em fevereiro e iniciou o oitavo mandato – vai ultrapassar os 25 anos. E ao longo de quatro décadas só duas pessoas comandaram o futebol na pátria de chuteiras: João Havelange (17 anos) e o ex-genro Ricardo Teixeira, que ficou 23 anos na CBF.
Com o crescimento do financiamento público, a partir da criação do Ministério do Esporte, em 2003, e a posterior Lei de Incentivo, sancionada em 2006, apareceu uma situação curiosa, conforme observa o jornalista José Cruz, que dedica um blog a informações sobre a organização do esporte: entidades privadas na gestão, mas “estatizadas” na economia. “O esporte de alto rendimento é pesadamente financiado pelo dinheiro público. A economia do esporte está estatizada”, afirma. “Cresceu em recursos financeiros, mas não em gestão. Movimenta muitos recursos, sem nenhuma transparência. O Estado é só repassador, não gestor.”
Não é pouco dinheiro. Ele lembra que de 2008 a 2012 o poder público pôs R$ 6 bilhões no esporte, incluindo orçamento do ministério, Lei de Incentivo, Lei Piva e Timemania (loterias), Bolsa Atleta e patrocínio. Os dados foram colhidos no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e no Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), além de consultas às estatais que patrocinam atividades esportivas (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Casa da Moeda, Correios, Eletrobras, Infraero e Petrobras).
Cruz observa ainda que a Lei Pelé (nº 9.615, de 1998), alterada agora, não fixa prazo aos mandatos, que ficava a critério de cada confederação. E os recursos recebidos não passam por fiscalização. “Sabendo disso, as confederações fazem o que bem querem com o dinheiro público. O Ministério do Esporte tem três funcionários para fazer análise de contas”, diz o jornalista.
Os clubes de futebol também não costumam ser um modelo de gestão. Segundo balanço da Pluri Consultoria, os 23 de maior faturamento no país tiveram prejuízo somado de R$ 1,8 bilhão de 2007 a 2012, valor equivalente a 15% do faturamento bruto no período. Só cinco tiveram lucro.

INSTITUTO ESPORTE E EDUCAÇÃO/ DIVULGAÇÃO
Falta base
Ana Moser: “Para ter campeonato de alto rendimento, precisa ter campeonato amador, regional, escolar. E a gente só está investindo quando chega em cima”


Reeleição

A lei sancionada em outubro, para valer a partir de abril de 2014, determina que só poderão receber recursos da administração pública federal as entidades sem fins lucrativos que fazem parte do Sistema Nacional do Desporto caso “seu presidente ou dirigente máximo” tenha mandato máximo de quatro anos, com direito a uma reeleição. Devem também ser “transparentes na gestão, inclusive quanto aos dados econômicos e financeiros, contratos, patrocinadores, direitos de imagem, propriedade intelectual e quaisquer outros aspectos de gestão” e garantir a representação dos atletas em órgãos e conselhos técnicos responsáveis pelo regulamento das competições.
Em setembro, rumou para a Câmara o Projeto de Lei nº 253, de 2012, aprovado pelo Senado, que reforçou a limitação de mandatos. “Eles vacilaram”, acredita o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), referindo-se à chamada “bancada da bola” no Congresso. “É uma bancada pequena, uma dezena de parlamentares, mas geralmente muito atenta.” Para ele, a conhecida longevidade dos cartolas no poder foi um fator que jogou a favor da aprovação das propostas. “Pode ter sido isso que motivou a ausência de uma reação mais ostensiva.”
Talvez tenha havido algum vacilo, mas para o ex-jogador de futebol Mauro Silva, que fez carreira no La Coruña (Espanha), foi campeão mundial pelo Brasil em 1994 e hoje tem uma empresa de consultoria esportiva, a sanção da lei foi resultado de “um trabalho árduo”, durante anos, na tentativa de modernizar e dar maior transparência à gestão de entidades esportivas que recebem dinheiro público e contam com isenção de impostos.
Representante da organização não governamental Atletas pelo Brasil, ele observa que chefes do Executivo – prefeitos, governadores, presidente – têm direito a apenas uma reeleição, e é justo que isso se estenda ao esporte. “A alternância no poder é uma conquista”, afirma. “Está devagar, mas estamos vendo mudanças. Aqui as coisas acontecem de forma lenta.”
Mauro Silva também considera positiva a possibilidade de participação de atletas nos colegiados de direção e na eleição para cargos das entidades, conforme prevê a lei, mas é cauteloso. “É um avanço. O atleta tem muita experiência, mas é importante que esteja qualificado, não é estar por estar. A nossa posição nesse aspecto é bastante prudente.” E destaca a obrigatoriedade, pelos dirigentes, de dar transparência a suas gestões, publicando dados na internet.
“O nosso sistema é muito ditatorial”, observa José Cruz. “O elemento mais importante do esporte, que é o atleta, não tinha e não tem voz nem voto. Ainda são poucos os atletas em atividade que se manifestam. Você não vê atleta, técnico, se manifestando. Ainda existe o medo.”
No início de outubro, Arthur Zanetti foi festejado pela conquista do título de campeão mundial nas argolas, disputado na Bélgica. No início do ano, havia reclamado em entrevista ao canal ESPN que o Brasil não proporciona condições adequadas para o treinamento dos atletas. “Falta tudo”, criticou Zanetti, que ainda pode ser visto como caso de profissional com melhores condições de trabalho. “A Bolsa Atleta dá uma certa independência. Nesse sentido, estamos vivendo um novo tempo”, afirma José Cruz. 
Mas o programa às vezes tropeça em velhos problemas brasileiros, como a burocracia.

Em outubro, os 5.691 competidores mantidos pelo Bolsa Atleta sofreram atraso no pagamento, que deveria ter sido feito até o quinto dia útil do mês passado. Segundo o Ministério do Esporte, isso ocorreu devido à renovação do contrato com a Caixa Econômica Federal, que gerencia uma conta específica. A situação deveria ter sido normalizada até a primeira quinzena de novembro. “Não há prejuízo monetário aos atletas”, diz o ministério, que anunciou o pagamento de três parcelas de uma só vez, porque a intenção é quitar até o final do ano todas as parcelas referentes a 2013. O orçamento do programa neste ano soma R$ 183 milhões. O valor da bolsa vai de R$ 370 (estudantil e categorias de base) a R$ 3.100 (olímpica/paraolímpica).
A ex-jogadora de vôlei Ana Moser, presidente da Atletas pelo Brasil, destaca o tripé limitação de mandatos, transparência na prestação de contas e participação dos atletas como os avanços mais importantes. “Isso coloca outros atores na gestão do esporte”, afirma. “É hora de os atletas estarem organizados para participar.” Ela lembra que isso já acontece em outras áreas. “A F-1 tem uma comissão de pilotos, e eles atuam fortemente. A liga profissional de surfe também. No início do ano, no vôlei, os atletas formaram uma comissão com técnicos para participar da superliga. Todo esse processo faz bem para o esporte. É preciso ter novas ideias, visões diferentes. As federações e confederações são representativas de suas modalidades, e nunca têm oposição. Só tem uma visão naquela entidade?”
Para Ana Moser, que participou de três Olimpíadas (1988, 1992 e 1996), não se pode falar em esporte de alto rendimento­ sem formação na base. “Para ter campeonato de alto rendimento, precisa ter campeonato amador, regional, escolar. E a gente só está investindo quando chega em cima. No vôlei, você tem alguns clubes e patrocinadores que se mantêm há décadas, outros que entram e saem. Mas tem poucos times.”
Da mesma forma, falta estrutura na rede pública de ensino. “São quase 50 milhões de alunos nas escolas públicas”, observa. “Não tem quadra, nem professor, nem visão. É questão de foco. É preciso investir recursos não apenas financeiros, mas em tempo.” Uma questão de cultura também, segundo ela, que começou a jogar ainda pequena em Blumenau (SC) e se mudou aos 16 anos para São Paulo – o esporte fazia parte da sua formação. “A minha vida no esporte tem outra raiz, não comecei para virar atleta profissional. O futebol é a única cultura esportiva que o Brasil tem. Imagine se isso acontecer nos outros esportes.”
Em julho, a ONG divulgou um documento ainda sob o impacto das manifestações de rua que se referia à necessidade de um legado efetivo depois da realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016. Mas a entidade lembra que defende essa bandeira já faz alguns anos. “Esse ambiente das manifestações botou um combustível no movimento.”
Questão de bom senso
CARLOS EDUARDO DE QUADROS/FOTOARENA
Grêmio e Internacional
Rivais se abraçam pelo esporte
Na 30ª rodada do campeonato brasileiro de futebol, em 20 de outubro, um fato inusitado surpreendeu as torcidas antes de os árbitros darem início às partidas. Atletas de todos os times, inclusive os arquirrivais gaúchos, Grêmio e Internacional, se abraçaram para simbolizar a união em torno das propostas do Bom Senso – movimento que surgiu, como anuncia, “da mobilização espontânea dos jogadores profissionais, que não concordam com a forma como vêm sendo conduzidas as decisões do futebol brasileiro”.
A iniciativa começou com manifesto assinado por 75 jogadores, sob a liderança de alguns veteranos, casos de Alex (Coritiba), Juan (Internacional), Seedorf (Botafogo), Juninho Pernambucano (Vasco) e Rogério Ceni (São Paulo), e outros mais jovens, como Paulo André (Corinthians). Agora já são 860 em torno do Bom Senso, que conseguiu ser recebido pela direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Um feito para um setor historicamente conservador. Entre as principais reivindicações, estão o respeito ao período de 30 dias de férias e o aumento da pré-temporada – as reações começaram justamente quando a CBF anunciou que, devido à Copa e ao consequente calendário mais estreito, em 2014 haveria apenas uma semana de intervalo entre a volta das férias e o início dos campeonatos estaduais. “Os caras (atletas) estão se conscientizando de que sem eles não há competição”, comenta José Cruz.
O recente movimento dos jogadores surpreende até certo ponto, considerando que se trata de categoria pouco organizada. “Nesse ponto, eles (europeus) estão na nossa frente”, diz o ex-jogador Mauro Silva. “Quando há um problema de falta de pagamento, por exemplo, você vê na primeira fila os atletas do Real Madri e do Barcelona participando ativamente. Obviamente, eles não estão com esse problema, mas defendem os interesses de todos.”
Os representantes do Bom Senso lembram que o movimento não é apenas pelo calendário nem se limita aos atletas dos grandes clubes. A maioria das equipes passa boa parte do ano sem atuar, e isso resulta em contratos curtos para os jogadores, que ganham bem menos do que os famosos e às vezes ficam sem receber. Também está em discussão o chamado “fair play” financeiro, com punições aos clubes em caso de atraso no pagamento de salários e contas.
“Eu acho o futebol brasileiro um produto mal aproveitado que pode ainda melhorar bastante. É o que todo mundo quer, é o que a Globo quer, o que os jogadores e treinadores querem, o torcedor quer e o que vocês da imprensa querem também. Essa discussão toda é salutar nesse sentido”, disse à Agência Pública o jogador Alex, um dos líderes do movimento.
A CBF recebeu representantes dos atletas, mas tem se esquivado de responder à pauta de forma objetiva. Nessas negociações, há uma parte que não pode ser esquecida, como lembrou recentemente o comentarista e ex-jogador Tostão: “O bem-vindo Bom Senso F.C. precisa conversar com quem manda no calendário, a TV Globo”. Alex tem consciência­ disso: “A Globo comanda porque paga a conta”.

Fonte: Rede Brasil Atual

4 de nov. de 2013

Boa de briga, Ana Moser luta para melhorar o Brasil através do esporte

Após aprovação de lei que limita mandato de dirigentes, ex-jogadora trabalha por educação física em todas as escolas públicas: 'Não existe'

Por Rio de Janeiro

A briga mais célebre de Ana Moser em quadra foi contra a cubana Regla Bell, na derrota na semifinal dos Jogos de Atlanta 1996 (confira no vídeo ao lado). O bronze contra a Rússia no jogo seguinte foi seu ápice olímpico. Se o ouro não veio para uma das maiores jogadoras do vôlei brasileiro, sua luta – desta vez no sentido figurado – passou a ser por algo bem mais amplo: a melhoria do Brasil através do esporte, em diversas frentes. O começo foi por meio do Instituto Esporte & Educação, que comanda desde 2001, aplicando uma metodologia de esporte educacional em periferias do Brasil.

Com o fim dos Jogos Pan-americanos de 2007 e a escolha do Rio como sede das Olimpíadas de 2016, surgiram novas estratégias e a ONG Atletas pelo Brasil, cuja grande conquista até agora foi a aprovação da Medida Provisória 620, no último dia 17. A partir de agora, os mandatos em entidades esportivas que recebem recursos públicos estão limitados, e os atletas ganharam direito ao voto nas eleições dos dirigentes. O objetivo é dar rotatividade e transparência ao comando do esporte brasileiro. Nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo, a missão é garantir até 2016 que todas as escolas públicas ofereçam esporte educacional.

Ana Moser Congresso Nacional em Brasília (Foto: Luciano Bergamaschi / Agência estad)
Ana Moser: luta para melhorar o Brasil através do esporte (Foto: Luciano Bergamaschi / Agência Estado)
Nesta entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Ana Moser contou como será o trabalho após a aprovação da MP 620 e como os movimentos populares de junho e julho motivaram o sucesso da iniciativa. Para esta catarinense de Blumenau, o desenvolvimento do vôlei não está relacionado aos 16 anos de permanência de Ary Graça à frente da confederação brasileira. Ela também apontou o caminho de um sistema nacional de esportes estruturado para que todas as crianças do país pratiquem esporte nas escolas.
- O esporte de base não existe no Brasil. Nem educação física nas escolas. (...) Temos no Brasil um potencial para organizar. (...) Mas não é uma questão prioritária. A resposta para este grande desafio é muito difícil. Por outro lado, fazer uma Copa e uma Olimpíada, que é um desafio tão grande quanto, fica mais fácil de resolver porque se coloca como prioridade.

Ana Moser Congresso Nacional em Brasília (Foto: Luciano Bergamaschi / Futura Press) 
Ana Moser: proposta para um sistema de esporte
(Foto: Luciano Bergamaschi / Futura Press)
GLOBOESPORTE.COM: Como será o trabalho depois da aprovação da MP 620?

Devemos regulamentar como será a participação dos atletas no colégio eleitoral. A gente espera inspirar atletas a se organizarem para participar dessa regulamentação. E fora a MP, estamos pleiteando a formação de um grupo de trabalho, de um comitê interministerial para continuar estruturando todas as outras questões que precisam ser estruturadas no sistema brasileiro de esporte. A resposta dos atletas foi propositiva e a gente elaborou uma pequena lista de propostas no Palácio para avançar. O foco é integrar diferentes setores públicos e da sociedade na discussão da estrutura de um plano nacional integradas no Conselho Nacional do Esporte.

Alguns dirigentes de confederações dizem que não foram ouvidos.

Essa questão da limitação do mandato dos dirigentes está há mais de dez anos dentro do Congresso Nacional, onde o Estatuto do Esporte estava engavetado. Não foi por falta de debate. Não fomos procurados por dirigentes. A Associação Brasileira de Clubes estava com a gente.

À frente da CBV por 16 anos, o agora também presidente da Federação Internacional de Vôlei Ary Graça defende a tese “se está bom, não mexe”. O desenvolvimento do vôlei no país está ligado ao tempo dele no cargo?

Ary Graça (Foto: VIPCOMM) 
Ary Graça, há 16 anos à frente da CBV: adepto do 'se está bom, não mexe' (Foto: VIPCOMM)

Acho que a grande vantagem do vôlei em relação às outras modalidades é a longevidade do patrocínio do Banco do Brasil, desde o começo dos anos 90 e sempre crescente. Com um recurso garantido ano a ano fica muito mais fácil garantir um planejamento e ir avançando. Nunca vi oposição no vôlei. Nem na confederação e nem na federação de São Paulo (onde Renato Pera soma 23 anos no poder). Limitando a reeleição, obriga a ter renovação. Historicamente, o esporte nunca teve muito dinheiro, diferente dos últimos anos. Então, sempre foi uma troca de favores. Viagem pra cá, viagem pra lá... Uma mistura de político e dirigente esportivo. Com mais dinheiro muda um pouco a questão. Quem está na direção tem muito poder sobre esses recursos todos. Seja favor, ou seja recurso mesmo. Então a tendência é não mudar, se tornar uma estrutura viciada de manutenção de poder. Não é uma questão de “se dá certo, não muda”. Como é que você sabe se uma coisa dá certo e se outra dá ainda mais certo?

Dá para sentir uma vaidade dos dirigentes com o poder?

Todo poder leva a isso. Qualquer tipo de poder.

Como foi o trabalho nos bastidores da aprovação da MP? Além dos ex-atletas, vocês tiveram o apoio de empresários ligados ao esporte.
A gente está buscando integrar esses diferentes atores. Isso ganhou força e representatividade. Não são só os ex-atletas. O Sesc, o Conselho Nacional de Educação Física e a CBC (Confederação Brasileira de Clubes) têm participado. Temos buscado a aproximação com o sistema federativo em várias situações.

MP do Esporte (Foto: Rafael Carvalho / Divulgação) 
 Ana Moser e ex-atletas comemoram a aprovaçao dos MP no Congresso (Foto: Rafael Carvalho / Divulgação)
O lobby contra foi forte?
Existiu, mas no Senado (a aprovação) foi unânime. Na Câmara dos Deputados, foram 40 votos contra e 300 e tantos a favor. Acho que não é tão forte mais, né?
As manifestações populares aceleraram o processo?
Ajudaram a aumentar a escuta dos políticos. Hoje eles estão mais sensíveis ao que a sociedade tem colocado como reivindicação. Com certeza criou um ambiente bem propício.
O COB e algumas confederações têm equipes que fiscalizam o uso do dinheiro público. Esse trabalho é suficiente?

Não sei como avaliar. Creio que sim. O COB é altamente profissionalizado. Altos executivos em várias áreas, bem remunerados. Não falta recurso no COB para se estruturar. 

Ana Moser Congresso Nacional em Brasília (Foto: Divulgação / Site Senado) 
Ana Moser ao lado de Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (Foto:Site Senado)
A CBF está nesse pacote da MP ou não? Porque ela recebe mais dinheiro de fonte privada do que público.

Mas ela teria isenção fiscal. Mas parece que abriu mão há um tempo atrás para remunerar seus dirigentes. Quem remunera dirigente perde isenção fiscal e perde recurso público. No caso da nossa proposta, para ter isenção fiscal tem que se adequar às nossas propostas. Mas agora ela recebe dinheiro da Caixa Econômica Federal para o futebol feminino. Mas as federações são regidas por este sistema. Elas com certeza não têm condições de abrir mão da isenção fiscal. As federações teriam que se adequar, aí adequariam o seu colégio eleitoral, e mais cedo ou mais tarde isso chega na CBF, que é eleita pelas federações.

Mas a CBF está ou não incluída na MP 620?

Vocês (jornalistas) é que têm que perguntar se a CBF perdeu a isenção fiscal ou não.

Pelas suas andanças pelo Brasil, como anda o esporte de base no Brasil?

O esporte de base não existe no Brasil. Nem educação física nas escolas. Ela é obrigatória, mas não acontece. Não tem estrutura, espaço físico, nem professor preparado para orientar atividades motoras. Temos diferenças. No Sul do país está melhor, mas sobe mais e você não tem. É exceção escola com duas aulas de educação física por semana, que é a carga curricular. Ainda assim está longe de ser o que estabelece a Organização Mundial de Saúde como ideal de carga de atividade física orientada para crianças e adolescentes, que é de cinco horas por semana. A gente não faz nem duas. E oficialmente não acontece. No fundamental 1 não tem professor de educação física especialista. No fundamental 2 já há, mas em muitos lugares não existe. Daí você falar em esporte de base, não existe. O que existe é um ou outro clube ou algum trabalho de confederação que acaba criando equipes representativas, como no basquete e no voleibol. Em todas as modalidades tem um pouco de esporte de base. Mas é muito pouco, muito eventual. 
  
Como você vê a movimentação do governo para melhorar o esporte de base?
Números divergentes
Os números apresentados por Ana Moser divergem dos do Ministério do Esporte. De acordo com a ex-atleta, cerca de 3 milhões de crianças são atendidas pelos programas Segundo Tempo e Mais Educação, este do Ministério da Educação. De acordo com o ME, os números chegam a 8,5 milhões das 50 milhões de crianças nas escolas públicas. De acordo com o IBGE, o número de alunos em escolas públicas é de 31 milhões.
 O Ministério do Esporte faz muita coisa. O (programa) Segundo Tempo há algum tempo vem se fundindo com o Mais Educação, que é o programa do Ministério da Educação. A cada ano aumenta bastante o número de escolas atendidas, mas ainda está longe de chegar aos 50 milhões de alunos em escolas públicas no país (ver quadro ao lado). O caminho é chegar a estratégias que respondam ao desafio de todas as crianças terem uma carga boa de atividade motora por semana. Tanto Esporte quanto Educação estão buscando responder a este desafio. Mas não é uma questão prioritária. A resposta para este grande desafio é muito difícil. Por outro lado, fazer uma Copa e uma Olimpíada, que é um desafio tão grande quanto, fica mais fácil de resolver porque se coloca como prioridade. De quatro em quatro anos há uma preocupação com eleição e acaba que os programas avançam, mas não resolvem.
Existe algum modelo de outros países mais adequado para o Brasil seguir?

Vários. No Brasil temos algumas estruturas com escolas e clubes sociais, comunitários e de várzea. Imagina a estrutura que temos no futebol, que é cultural, e acontece quase que espontaneamente porque há muita demanda. Temos no Brasil um potencial para organizar.  Na Austrália, você cria um clube de bocha no seu bairro, por exemplo, e o inscreve no sistema de esporte do país. Você participa de competições, tem formação, precisa apresentar um time e um profissional com determinada qualificação. O sistema vai organizando e fomentando. Na Inglaterra, fizeram um sistema que integrou as escolas e os clubes locais para ter crianças e jovens praticando esportes na comunidade. É um lugar onde a confederação de voleibol aplica uma formação de professores e monitores que vão trabalhar com a iniciação do esporte na escola. Você cria uma estrutura de uma grande rede que você vai integrando com outros atores, como as escolas, os clubes, as secretarias municipais, estaduais, as federações e confederações. Você combina todos os recursos destes entes para que todas as crianças tenham acesso a uma iniciação motora. Que tenha competições regionais ou de base nos estados e nas cidades, e que isso favoreça o desenvolvimento dos campeonatos nacionais e a formação das equipes olímpicas. O Brasil tem tudo. É só uma questão de organizar e ordenar quem faz o que com qual recurso, quais as responsabilidades de cada ente. No Canadá, estão implantando de 2012 a 2017 o sistema nacional que aproveita as estruturas que existem. Não adianta inventar programa. É só copiar e adequar direitinho. Não tem segredo, nem ovo de Colombo. O ovo de Colombo é encontrar uma solução ou soluções para atender a todas as crianças.

Ana Moser Congresso Nacional em Brasília (Foto: Divulgação / Site Senado) 
Ana Moser no Senado com ex-atletas e o senador Eduardo Suplicy (Foto: Divulgação / Site Senado)
Você aceitaria assumir um cargo político, caso fosse convidada?
Eu sou sociedade civil organizada. Do futuro, ninguém sabe dizer, mas do futuro próximo eu sei onde estou e é onde eu vou continuar a atuar. Falta participação cidadã e política sem ser partidário. É isso que eu faço a partir do Instituto de Esporte & Educação, dos Atletas pela Cidadania. Eu produzo mais assim.

E para o COB?

Não (risos).

Fora o seu trabalho, como você está vendo a preparação do Rio para os Jogos, tanto na estrutura quanto nos atletas?

Acho que tem muito foco muito forte tanto na preparação do Rio quanto na equipe olímpica brasileira. A menos três anos da Olimpíada, o que é muito pouco tempo, as coisas vão começar a aparecer de maneira mais intensa. Tanto quanto os resultados e a falta de resultados nas modalidades quanto ao andamento das obras. O grande momento é a partir de agora. Estão aparecendo algumas coisas. Não estou muito por dentro desta questão, mas tenho impressão que em pouco tempo teremos muito mais informação para acompanhar.

 

3 de nov. de 2013

As atrocidades do marketing esportivo

Os grandes clubes muitas vezes sucumbem no planejamento do marketing esportivo por não saberem exatamente o que fazer, ou na maioria das vezes, pensar que sabem

 

Pensar em ações que qualquer um pensaria não é lá digno de troféu para uma equipe de marketing de primeiro escalão. É razoável que a premissa de conceber aquilo que ainda não foi realizado é mais do que um estímulo de criatividade, é o combustível necessário à manutenção de grandes produtos, empresas, entidades e serviços.
Ninguém coloca dinheiro num projeto, numa parceria se não vislumbrar o retorno; aquilo que de fato ganhará pela quantia que está disponibilizando. Talvez seja esse o calcanhar de Aquiles nas grandes instituições esportivas. Por achar que a marca por si só é suficiente para receber todos os investimentos – o que não acontece – ver o projeto sucumbir a análises malsucedidas e resultados pífios.
É relevante pensar com a mente e capacidade de raciocínio de um executivo, sem deixar de perder o talento e a genialidade do marqueteiro. Um projeto deve ser visto não como algo que você queira vender, mas, como aquilo que o mercado deseja comprar.
É certo que existem uma série de variáveis sobre a capacidade de investimento de uma empresa em ações institucionais, promocionais e de marketing. No entanto, são apenas variáveis, que devem ser contornadas e vistas como pedras no caminho, não como montanhas intransponíveis.
Uma empresa com uma diretoria de Marketing, já tem por premissa que ano a ano fará investimentos significativos buscando a expansão de mercado, a projeção de imagem institucional e marca de produtos e serviços. Então, é necessário adequar a oportunidade ao desejo e sacramentar com um projeto afinado e interesses comuns.
Um patrocinador máster, por exemplo, não espera apenas aquilo que você descreve como benefícios dentro de um projeto que serve a qualquer organização. Ele espera uma parceria, com ações construídas a quatro mãos, com ideias criativas que saiam do plano comum, com apelos comunicacionais que transponham a futilidade de dezenas e dezenas de planos recebidos todos os dias.
São esses componentes, aliados a uma boa dose de habilidade de negociação, que serão fundamentais para suplantar as desculpas de ano fiscal, escassez de budget e análises intermináveis.

Fonte: administradores.com.br

31 de out. de 2013

Trevisan Editora lança livro “Direito Aplicado à Gestão do Esporte”

Mesmo após entrar definitivamente na rota dos eventos esportivos, com a Copa do Mundo da Fifa 2014 e as Olimpíadas de 2016, o Brasil ainda carecia de um livro ou de um guia prático sobre os principais temas do Direito Desportivo. Para preencher essa lacuna, a Trevisan Editora lança no dia 30 de outubro (quarta-feira) o livro “Direito Aplicado à Gestão do Esporte”, de autoria dos advogados Cristiano Caús e Marcelo Góes, com noite de autógrafos na Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi, a partir das 18h30.

A obra oferece um material jurídico atualizado e embasado, porém com uma linguagem de fácil entendimento e sem jargões acadêmicos. É voltado não apenas a advogados, mas também a dirigentes, gestores, profissionais de marketing, jornalistas, atletas, agentes, patrocinadores, médicos, educadores físicos e estudantes em geral.

Segundo os autores, o livro nasceu na sala de aula, a partir de conteúdos e experiências reunidas desde a edição da Lei 9.615/98, a chamada Lei Pelé, e atende a públicos heterogêneos, com formações e atividades diversas.

Para compor a obra foram selecionados os principais temas e normas utilizados no dia a dia dos que operam no esporte nacional e internacional. O conteúdo foi reunido em sequência lógica e de fácil compreensão, com exemplos práticos vivenciados pelos autores.

Sobre os autores

Cristiano Caús

Advogado especialista em Direito Desportivo pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo e em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pela Escola Paulista de Direito. Desde 2004, é professor titular do MBA Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios, pioneiro nesta área no Brasil. É presidente da Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Atletismo e da Comissão de Controle de Doping das Confederações Brasileiras de Boxe e de Taekwondo; auditor pleno da Federação Paulista de Voleibol; consultor jurídico do Santos Futebol Clube, Audax Esporte Clube e Esporte Clube Pinheiros; e sócio da Caús Consultoria.

Marcelo Góes

Formado em Direito pela Universidade Mackenzie e especialista em Direito Desportivo, atua em Tribunais Desportivos e como professor do MBA de Gestão e Marketing Esportivo da Trevisan Escola de Negócios. Foi ouvidor e assessor jurídico da Presidência do Corinthians entre 2000 e 2007 e presidente da Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paulista de Voleibol de 2009 a 2012. É associado do escritório Heraldo Panhoca Advogados Associados e sócio da empresa Marcelo Góes Assessoria e Consultoria. Desde 2000 atende clientes como Santos Corinthians, São Paulo, Ponte Preta, Desportivo Brasil Participações, Pinheiros, Paulistano, entre outros.

Mais informações no site www.trevisaneditora.com.br, pelo telefone (11) 3138-5169 ou e-mail editora@trevisaneditora.com.br.

SERVIÇO

O quê? Lançamento do livro “Direito aplicado à gestão do esporte”, de Cristiano Caús e Marcelo Góes

Quando? 30 de outubro (quarta-feira)

Onde? Na Livraria da Vila, Shopping JK Iguatemi

Que horas? A partir das 18h30 horas

Valor do livro: R$ 55,00

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Trevisan Editora

Assessoria de Imprensa: Ricardo Viveiros – Oficina de Comunicação.

Atendimento: Nathany de Santa Bárbara

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Facebook: Ricardo Viveiros Oficina de Comunicação


Por: Ricardo Viveiros

Ibmec lança novo curso de Gestão de MMA na unidade Barra, no Rio de Janeiro

Irmãos Nogueira também participam da iniciativa inédita no Brasil
 
Com a presença do lutador do UFC Rogério Minotouro, a área de Soluções Corporativas do Ibmec lança oficialmente na próxima quinta-feira (17/10), às 19h, em seu campus da Barra da Tijuca, o seu mais novo curso voltado para profissionais de empresas, o de Gestão de MMA. Para celebrar a ocasião, a instituição irá realizar um evento de lançamento que reunirá convidados e o corpo docente do curso, que conta com a coordenação acadêmica do professor Sylvio Maia e com a parte técnica liderada pelo empresário Bebeo Duarte. 
 
Uma das principais referências do esporte brasileiro, o lutador/empresário Rodrigo Minotauro também dará sua contribuição. O peso-pesado fará uma participação na aula sobre gestão de franquias, além de abrir as portas do Team Nogueira para que os alunos possam fazer uma visita técnica e aprofundar ainda mais os seus conhecimentos. Os planos de expansão de franquias da academia são ambiciosos, podendo chegar a 80 somente esse ano, o que demonstra o potencial econômico do esporte e o acerto da escolha do Ibmec ao investir em cursos ligados à gestão e marketing dos diversos esportes.
 
Assim, o objetivo do curso é proporcionar aos profissionais da modalidade as ferramentas de gestão para acompanhar a crescente profissionalização do esporte dentro do país. As aulas, que terão início no dia 17 de outubro no campus Barra do Ibmec, no Rio de Janeiro, serão realizadas às terças e quintas-feira, à noite, com carga horária total de 64 horas.
 
Feliz com a iniciativa da Instituição, Rogério Minotouro fez questão de ressaltar a importância do curso para um progresso ainda maior da modalidade dentro do território nacional.
 
“É uma excelente oportunidade, é um curso que conta com excelentes professores e trará muitos benefícios para as pessoas que forem assistir as aulas. O MMA está se consolidando cada vez mais dentro do Brasil e esta iniciativa só irá ajudar na profissionalização das pessoas que atuam e querem atuar neste segmento”, disse o atleta, que ocupa no momento a 4ª posição no ranking dos meio-pesados (93kg) do UFC.
 
O corpo docente do curso Gestão de MMA será formado, entre outros, por André Bianchi, diretor-executivo da Sport Strategy, gestão de carreiras de atletas consagrados;  Ary Cunha, jornalista do Globo Esporte; Carlão Barreto, comentarista do Canal Combate, árbitro e head coach da primeira seleção brasileira de MMA; Cláudio Pavanelli, fisiologista da Team Nogueira; Márcio Tanure, membro da CABMMA (Comissão Atlética Brasileira de MMA); Daniel Quiroga, gerente do Canal Combate; Eric Lobão, sócio das franquias Team Nogueira; Fernando Flores, coordenador da Midiática Press; e Eduardo Ferreira, editor da revista TATAME e da revista do UFC no Brasil.
 
Serviço:
 
CURSO DE EXTENSÃO: GESTÃO DE MMA
COORDENAÇÃO ACADÊMICA: Prof. Sylvio Maia
COORDENAÇÃO TÉCNICA: Luis Roberto Moraes Duarte (Bebeo Duarte)
INÍCIO: 17 de outubro
LOCAL: Ibmec Barra
ENDEREÇO: Av. Armando Lombardi, 940 – Barra da Tijuca 
VALORES: 6 X R$ 590,00
CARGA HORÁRIA: 64 horas

Saquarema, RJ, recebe etapa regional do 'Lidera Rio dos Esportes'

Saquarema, RJ, recebe etapa regional do 'Lidera Rio dos Esportes'
Programa que tem como objetivo gerar oportunidades de negócios.Fórum é promovido pela Alerj em parceria com o Sebrae-RJ.
 
Do G1 Região dos Lagos
 

Os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 já começaram em muitos municípios do interior do Rio de Janeiro, que se preparam para investir e deixar um legado em suas cidades. Nesta terça-feira (15), a série de etapas regionais do "Lidera Rio nos Esportes", programa que tem como objetivo contribuir para que os municípios fluminenses aproveitem as oportunidades de negócios geradas pelos megaeventos esportivos que estão na agenda do estado, foi iniciado na cidade de Saquarema, na Região dos Lagos.
“Muitos secretários de Esporte não têm experiência de gestão pública e acabam perdendo boas oportunidades, por falta de conhecimento e tecnologia. Esse programa veio para capacitar os gestores a utilizarem recursos oferecidos em lei”, declarou o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado, deputado Paulo Melo (PMDB).
O evento foi realizado pelo Fórum, em parceria com o Sebrae-RJ, e contou com representantes das cidades de Saquarema, Cabo Frio, Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Bom Jardim. Segundo o consultor do Sebrae-RJ e professor de Gestão Estratégica de Esportes da Fundação Getúlio Vargas, Lúcio Macedo, é preciso que os municípios percebam qual o tamanho do esporte na economia da sua região. “Existem hoje, no Rio, 900 possibilidades de investimentos nesse segmento; para isso é preciso ter conhecimento para captar fundos e saber apresentar os projetos para os investidores”, alertou Lúcio.
O professor ainda ressaltou que o mercado esportivo movimenta no mundo, anualmente, cerca de R$ 1 trilhão. “Os municípios podem e devem ser grandes parceiros do estado nesses investimentos”, afirmou o consultor. Para o deputado Paulo Melo, esse projeto contribui para uma melhor gestão do esporte não apenas como atividade física, mas como dimensão do desenvolvimento. “As cidades serão mobilizadas com atividades que geram visibilidade, dinamizam a economia, alavancam o turismo e a educação”, destacou o parlamentar.
Segundo a prefeita da cidade de Saquarema, Franciane Motta, o aprendizado será colocado em prática o quanto antes. “Estamos muito empolgados com esse programa e ficamos felizes em ser a cidade de abertura”, destacou a prefeita. Durante a tarde foram oferecidas oficinas técnicas - direcionadas aos gestores públicos para planejar e executar ações que incentivem a prática de esportes e palestras sobre captação de recursos e normas como a Lei Pelé, a Lei de Incentivo ao Esporte e sobre execução de projetos esportivos.
“O programa oferece conhecimento que pode ser aplicado em diversos momentos. Isso é muito interessante, pois na conjuntura atual estamos falando de esporte, mas em outra época podemos falar de outro foco de investimento, em que o mecanismo para captar fundos pode ser o mesmo”, acrescentou a secretária geral do Fórum, Geiza Rocha.

Às vésperas do pleito, cenário político do Fluminense sofre reviravolta


Durante conversa com o LANCE!Net, ontem, o coordenador da campanha de reeleição de Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos, falou sobre o cenário político do clube para as eleições que ocorrem no próximo dia 23 de novembro. De forma até certo ponto surpreendente, Jackson contou que está sendo costurada uma reaproximação da atual situação com o Ideal Tricolor, grupo político que cresceu no último triênio, mas que rompeu recentemente com a gestão, oficializando uma posição de neutralidade, até segunda ordem, no pleito.

O LANCE!Net apurou que nos últimos dias representantes de ambos os lados se encontraram e afinaram pensamentos. Contudo, existe forte rejeição a uma nova composição com o Ideal por parte da Flusócio, principal grupo de apoio a Peter Siemsen.

– O que o Ideal planeja é um projeto de gestão claro para os próximos três anos. Uma composição está encaminhada. Meu sonho era de que todos os grupos que apoiaram Peter nas eleições do primeiro mandato estivessem ao nosso lado – disse Jackson.

Há menos de um mês das eleições do Fluminense, o clima no clube é de indefinição e apreensão. A decisão da diretoria de manter Vanderlei Luxemburgo no comando do time até o Fla-Flu também desgastou a relação da Flusócio com o atual mandatário de forma inédita. Em contrapartida, sem poder contar com apoio da Unimed e possivelmente, do próprio grupo Ideal Tricolor, a candidatura de Deley enfraquece.

Gestão no Futebol

Procedimentos que deveriam ser adotados pelos gestores de clubes, em especial os de futebol

 

Quando começam a gerir qualquer tipo de instituição são várias as perguntas que devemos fazer, entre elas, em que negócio esta a empresa?, Qual o terreno de jogo?, as respostas a estas duas perguntas básicas possuem um impacto relevante e o desempenho do presente e do futuro da sua unidade de negócios.
Identificar o terreno de jogo passa por ter claramente visualizada a necessidade que o mercado procura satisfazer, os mercados e seus objetivos pretendidos, os produtos e serviços para este mercado e o setor competente para tal segmento.
Falar da necessidade é falar da permanência no tempo, as necessidades são essências insaturáveis, por que, focar o negócio e sua razão de ser nelas , facilita a adaptação no entorno, e de contribuir com a permanência do negócio no tempo.
As empresas que definem seu terreno de jogo com base em processos e atividades estão condenadas ao fracasso. Os processos e atividades se tornam obsoletos, as necessidades não. Quem identifica com precisão a necessidade de satisfazer tem maiores probabilidades de enconrar sempre as oportunidades, e de não padecer na enfermidade empresarial conhecida como miopia de marketing. Por todas estas razões, identificar o terreno de jogo é uma decisão transcendental para a direção estratégia de uma EMPRESA ESPORTIVA.
Definir adequadamente a missão determina o sentido, pertinência e indicação a gestão da EMPRESA ESPORTIVA. Seus líderes irão entender porquê e para que a instituição existe e fundamentam suas decisões sobre a base de fazer realidade esta declaração.
O anterior ajuda a demonstrar o mito a visão míope detectado no mercado que refere ao esporte como um negocio de EQUIPE/CLUBE, substituindo pela concepção de ESPORTE/INDUSTRIA onde somente as empresas tem possibilidades de êxito.
Com relação a visão organizacional, podemos destacar que é o objetivo macro que pretende alcançar a empresa em longo prazo. Este é o cenário desejado e por isso terá que trabalhar. Uma EMPRESA DE ESPORTE deverá responder a “um grande objetivo”, um resultado desejado a longo prazo, que contemple visões elevadas em todos os aspectos organizacionais respaldados na declaração de missão, incorporando o elemento “tempo” e que se aspira alcançar este grande objetivo.
A VISÃO ESTRATÉGICA vai mais além de jogar um torneio, participar de competições internacionais e ser campeão. Isto é considerar o sonho da UNIDADE DE NEGOCIOS, e de seus membros e grupos de interesse de X até XX anos.. Deverá ser uma forma de alimentação para que possa motivar o talento humano a trabalhar para alcançar.
Nos negócios, quando as coisas se tornam difíceis, o primeiro que alguns diretores fazem é arquivar seu PLANO ESTRATÉGICO e dedicar-se a voltar a trabalhar o dia a dia, implantando como sendo uma ferramenta filosófica de apoio, temos uma frase que é muito conhecida “como estamos vivendo, vamos vivendo”, o que termina gerando catástrofes que induzem ao fechamento do clube.
Paradoxalmente, em crise, nada mais conveniente do que ter a direção da empresa claramente definida, sabe o quão longe ele aspira, o que resulta em médio e longo prazo é desejado, em suma, ter uma direção clara indicando o norte como sendo o percurso planejado.
Dar a volta ao pensamento estratégico é condenar a influência do tempo e do ambiente, basta apagar o fogo de pequeno, médio e grande porte que são acionados todos os dias como parte do gerenciamento é reconhecer que, como líderes, temos muito pouca influência sobre destino e os resultados da nossa empresa.
Planejar estrategicamente em tempos de turbulência e incerteza é uma obrigação. Ela ensina o curso de direção e sentido para a gestão. O planejamento é parte da solução.
Quanto aos valores em causa, são eles que descrevem os princípios que presidem à gestão da empresa esportiva. Estes são os códigos de conduta. Isso corrobora com a cultura da empresa a ser compartilhada por cada um dos seus membros. Todas as decisões tomadas neste documento estão a elaboração de valores. E para toda a sua força produtiva, o diário.
Em resumo, a visão, missão e valores são pilares fundamentais no processo de gestão estratégica.
Fonte: administradores.com.br

 

Curso Gestão de Projetos Esportivos - Fundação Vanzolini

Devido aos importantes eventos a serem sediados nos próximos anos no Brasil, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, os gestores da área esportiva ganham mais espaço na mídia e no mercado de trabalho.

Para os profissionais que visam investir nesse nicho foi desenvolvido o curso de Capacitação em Gestão de Projetos Esportivos.
Público-alvo
Profissionais que atuam na organização e gestão de atividades esportivas em clubes, escolas, associações e entidades do poder público.

Disciplinas
  • Introdução a Gestão de Projetos e PMBOK
  • Elaboração de proposta de projeto
  • Legislação de incentivo aos esportes e a cultura
  • Captação de recursos e financiadores
  • Gerente de Projetos
  • Gestão da Integração e Gestão do Escopo
  • Gestão do Tempo
  • Gestão do Custo
  • Gestão do Risco
  • Gestão de Compras e Qualidade
  • Gestão da Comunicação e Gestão de Pessoas

Corpo Docente
O corpo docente é formado por professores do Departamento de Engenharia de Produção e de outras unidades da USP, e por especialistas e profissionais associados à Fundação Vanzolini, com notório saber nesta área. Clique aqui e saiba mais.

Investimento
*
- matrícula = R$600,00
- mensalidade = 4x R$600,00 no boleto bancário
O valor total do curso é R$ 3.000,00.

(*) valores sujeitos a alterações

http://www.vanzolini.org.br/hotsite.asp?cod_site=96