
Descrito pelo anfitrião do fórum como o “maior dirigente esportivo que o mundo conheceu”, Havelange evitou qualquer comentário a respeito da saída do COI. Apesar de integrar a mesa de apresentação do congresso, o dirigente de 95 anos não discursou, ao contrário de seus colegas de bancada. Depois, em breve contato com a imprensa, o veterano fez um desabafo.
“Não quero falar nada. Só peço que me deixem em paz”, afirmou Havelange à reportagem doUOL Esporte no congresso do Copacabana Palace.
João Havelange estava sendo investigado pela Comissão de Ética do COI há seis meses por conta de uma acusação de recebimento de propina da ISL, antiga parceira da Fifa. Além do brasileiro, Issa Hayatou (presidente da Confederação Africana de Futebol) e Lamine Diack (presidente da Federação Internacional de Atletismo) também estavam ameaçados de suspensão ou até expulsão do COI.
O resultado da sindicância interna seria divulgado pela entidade nesta semana. Para evitar o constrangimento de uma possível expulsão ou mesmo do reconhecimento público de que se corrompeu, Havelange renunciou. Como não é mais membro, o brasileiro não pode ser mais citado pelo COI, assim como o resultado da apuração não pode ser divulgado.
A Fifa, que também promete divulgar os nomes envolvidos no escândalo da ISL, confirmou a renúncia de Havelange, presidente de honra da entidade-mor do futebol mundial. Em guerra com Ricardo Teixeira, Joseph Blatter pode implicar o presidente da CBF e Havelange no processo da ISL, que vem sendo abafado pela Fifa na Justiça suíça desde 2009.









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